Confissões Entre Silêncios capítulo 12
Confissões Entre Silêncios
31 de maio de 2025 – sexta-feira, céu limpo, alma em reconstrução
Hoje o dia amanheceu bonito.
Não sei se foi o céu azul ou o fato de eu ter conseguido dormir uma noite inteira sem acordar com o peito sufocado.
Talvez os dois.
Talvez seja Deus me mostrando que existe beleza mesmo depois da dor.
Levantei cedo, arrumei o quarto, coloquei uma música suave — daquelas que parecem conversar com a alma.
Fui à feira com minha mãe.
Ela sorriu quando provou o bolo de milho fresco.
E eu sorri de volta, com o coração ainda meio apertado, mas pulsando esperança.
Porque quando ela sorri, eu entendo que estamos tentando.
E Deus está conosco em cada detalhe.
Depois do almoço, me sentei sob a sombra do cajueiro e escrevi um poema.
Sim, um poema.
Pela primeira vez, depois de tudo, as palavras fluíram com leveza.
Era sobre raízes, sobre perda, mas também sobre fé.
Porque mesmo depois de tudo, eu sei: o que me mantém de pé é essa certeza silenciosa de que Deus me escuta, mesmo quando eu não digo nada.
João passou no fim da tarde com dois livros nas mãos.
Disse que encontrou um deles num sebo e que achou que combinava comigo.
Folheei.
Tinha marcações, versos grifados por alguém que também sentia demais.
Me emocionei.
E agradeci.
Não só pelo livro, mas por ele ficar.
Por não me cobrar nada.
Por entender que o tempo da alma não se mede no relógio.
À noite, escrevi no meu caderno:
“Senhor, obrigada por ainda me deixar sentir.”
Porque a dor me ensinou muitas coisas,
mas a fé me ensinou a continuar.
Hoje, ainda choro às vezes.
Mas entre uma lágrima e outra, começo a enxergar um futuro.
Mais simples, mais verdadeiro.
Mais meu.
Mais Dele.
Liz
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