Confissões Entre Silêncios capítulo 04
Confissões Entre Silêncios
17 de maio de 2025 – sábado, noite úmida de lágrimas contidas
Eu já quis morrer.
Mais de uma vez.
E não era drama. Era dor.
Era aquele tipo de silêncio que grita por dentro, aquele vazio que ninguém vê,
mas que engole tudo.
Teve uma época em que acordar era um castigo.
Levantar da cama doía mais do que qualquer ferida aberta.
Eu me perguntava:
“Pra quê continuar se tudo machuca, se tudo pesa, se nada faz sentido?”
Os pensamentos suicidas vinham sorrateiros.
Primeiro como um sussurro, depois como grito.
“Acaba logo com isso. Ninguém vai sentir falta.”
E eu, cansada de ser forte o tempo todo, cansada de fingir sorrisos,
comecei a acreditar.
Só que eu não queria morrer.
Queria só que a dor parasse.
Queria descansar de mim, do peso da minha história,
do eco das ausências, da ferida de não me sentir suficiente.
Mas aí veio a maior dor de todas.
Perder meu pai.
E pela primeira vez, entre tudo que desabou,
eu senti vontade de viver.
Sim, viver.
Mesmo com o mundo desfeito.
Mesmo com a saudade batendo forte.
Porque agora eu entendo:
meu pai queria me ver viva.
Ele queria me ver seguindo.
Queria que eu escrevesse, que eu amasse, que eu acreditasse no futuro.
E eu devo isso a ele.
Devo isso a mim.
Quero viver.
Quero aprender a cuidar das feridas sem deixar que elas me consumam.
Quero olhar no espelho e ver alguém que resistiu
e que continua resistindo.
A dor me ensinou a sentir.
Mas o amor… o amor me ensinou a continuar.
Se um dia você também pensar em desistir,
lembre que alguém já esteve nesse abismo e voltou.
E talvez seja por isso que eu escrevo hoje:
pra dizer que ainda dá tempo.
Pra mim. Pra você.
Eu escolhi viver.
Mesmo com medo.
Mesmo chorando.
Mesmo com o coração quebrado.
Liz
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