Confissões Entre Silêncios capítulo 24
Confissões Entre Silêncios
13 de junho de 2025 – sexta-feira, dia comum entre vozes e silêncios
Hoje o dia correu sem pressa.
Enquanto o bairro inteiro se agitava com as simpatias de Santo Antônio, eu preferi o silêncio da casa e a paz do meu canto.
Foi no meio da tarde que João apareceu.
Bateu no portão, tranquilo, como quem já conhece a rotina e respeita meu tempo.
“Liz, tu tem um pendrive aí sobrando? Tô tentando formatar o Windows lá e não tô conseguindo dar boot de jeito nenhum.”
Abri a gaveta onde guardo as coisas de informática e achei o bendito pendrive, meio velho, mas funcionando.
“Esse aqui ainda serve, só cuida que tem uns arquivos meus aí dentro — nada demais, só textos e anotações da faculdade.”
Ele agradeceu, disse que ia fazer o serviço e devolver assim que terminasse.
Conversamos uns cinco minutos sobre computador, vírus, e o quanto essas atualizações do sistema complicam mais do que ajudam.
Depois ele foi.
Sem demoras, sem assunto demais.
Só o necessário.
E foi bom assim.
Nada de grandes emoções.
Só uma troca simples, prática, entre vizinhos que se respeitam.
João é esse tipo de gente: direto, discreto, prestativo.
Não invade.
Não pesa.
E às vezes, só isso já faz diferença.
Enquanto ele ia embora, fiquei pensando que tem amizades que se constroem no detalhe,
no gesto pequeno, no favor pedido sem cerimônia.
E que a vida também é feita disso.
De gente que não precisa dizer muito, mas sabe chegar com leveza.
Voltei pro meu canto, liguei o ventilador e terminei de passar a limpo um poema.
Nada espetacular aconteceu.
Mas nem todo dia precisa ser.
Às vezes, só a normalidade já é consolo.
Liz
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