Confissões Entre Silêncios capítulo 13
Confissões Entre Silêncios
1º de junho de 2025 – domingo, manhã serena em Campo Novo
Junho chegou com cheiro de café fresco e esperança nova.
Senti vontade de levantar antes mesmo do despertador.
O sol entrava tímido pela fresta da janela e o vento trazia aquele sussurro que só quem já sofreu em silêncio entende: “vai passar”.
Fui à igreja hoje.
Sozinha.
Sem avisar ninguém.
Entrei devagar, sentei num banco do meio e fiquei ali.
Não pedi nada.
Só agradeci.
Agradeci por ainda estar viva, por ainda ter força nas pernas, por ainda sentir a poesia brotar mesmo depois do vendaval.
O louvor tocava suave e, quando fechei os olhos, senti como se Deus me abraçasse por dentro.
Não disse nada.
Só me deixou ali, em paz.
E pela primeira vez, não chorei por dor.
Chorei por gratidão.
Minha mãe me esperava no portão quando voltei.
Ela me olhou como se dissesse: “você está voltando.”
E eu estou.
Não como antes.
Mas como alguém que conheceu a dor e escolheu viver com mais fé do que medo.
Escrevi outro poema hoje.
Dessa vez, sobre cura.
Sobre raízes que mesmo quebradas voltam a florescer.
Porque o coração da gente é terra boa e Deus sempre planta algo novo quando tudo parece perdido.
João apareceu no fim da tarde com um saco de laranjas e um sorriso leve.
A gente ficou ali, sentados no muro, descascando fruta e falando da vida.
Nada muito profundo, só o necessário pra alma respirar.
Estou descobrindo que viver, às vezes, é isso:
abrir janelas, ir à igreja, escrever um verso, comer uma laranja com alguém que sabe ficar em silêncio com você.
Estou voltando.
Mais calma.
Mais entregue.
Mais minha.
Mais de Deus.
Liz
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